Shows caríssimos no Brasil

March 2, 2008

Para quem não sabe o Bob dylan vem ao Brasil, alias, volta ao Brasil. Os Shows acontecem no Via Funchal, em São Paulo, nos dias 05 e 06 de março, e no Rio de Janeiro, no Rio Arena, dia 08. Mas eu não conheço muito de sua discografia, e apesar de ser quem é eu o não escuto.

Talvez por isso não estava sabendo de seu show, me dei conta essa semana ao ler o Guia da folha, quando li:

bob

Tá certo que São Paulo tem umas das menores platéias, mas Dallas tem uma menor ainda e seu preço mais caro é menor que o menor preço de São paulo. Se tem alguma relação o tamanho do show com o preço, porque o Tim festival de São Paulo era tão caro?

Finalmente estão acordando para esse fato: Shows caríssimos no Brasil. Já havia lido algo relacionado na Veja São paulo, onde fala que o culpado é a carteira de estudante!

Mas vamos ao dilema: Todo mundo tem uma carteira de estudante porque o preço é caro ou o preço é caro porque todo mundo tem uma carteira de estudante? (adoro isso)

Realmente, é caro por causa do número de carteiras de estudantes, ainda mais porque os shows atraem sempre….os estudantes. Se a maioria paga metade do preço eles terão prejuizo, é obvio. Será que vai demorar muito para as organizações estudantis perceberem que elas estão prejudicando em vez de ajudar??

Shows não deveriam entrar como evento cultural, porque nisso qualquer estudante quer ir, agora na exposição de arte ou no teatro, não. Não faz sentido, é obvio que todo mundo quer pagar menos, mas estudante não precisa pagar menos para ir num show, se ele quiser ele vai. Eu já fui um, eu sei como é. Mas com as carteirinhas, o preço fui subindo, assim quem não era estudante foi se revoltando e conseguia uma carteirinha também. Contribuindo para merda só aumentar.

Assim, os empresários e casa de shows aumentaram o preço, há um ponto absurdo. É impossível pagar tanto para um show. Já disse isso no TIM festival do ano passado. Mas lá a comparação de preço era em cidades brasileiras. Então, qual o motivo da enorme diferença de preço? Só em São Paulo que temos o problema de carteira de estudante? Ou o problema é a cidade?

Acho difícil alguém fazer alguma coisa para acabar com a carteira de estudante. Acho mais difícil ainda as casas de shows abaixarem os preços. Em quanto tivermos um população passiva pagando preços Absurdamente caros para ver um show, eles vão continuar sem fazer nada. Boicote? Sim, eu sei que se você é realmente um fã é difícil, mas pelos não pague para ver um show que não é importante para você. Somente com uma queda na venda de ingressos que eles irão sentir que tem algo de errado.

Num tem opções porque?

February 22, 2008

Semana passada na Veja, tive uma pequena surpresa:

01

Exatamente, Picanto deve colorir o transito, claro, se houver uma boa vontade do público. Assim eu espero.
Para quem não sabe eu já reclamei sobre o Picanto aqui no blog.

Mas hoje eu tive outra supresa:

Sushi à Pokémon

A Kia do Brasil está lançando a linha 2008-e-meio do Picanto, com novo design, apresentado mundialmente no final do ano passado e que começa a ser vendido aqui quase simultaneamente com a Europa. Na parte dianteira tudo foi mudado, dos faróis ao pára-choque, passando pela nova grade. O capô está mais alto e tudo ali foi bem arredondado. Na lateral, apenas as rodas de liga-leve de 14″ e os espelhos retrovisores (agora em formato trapezoidal, mas sem os repetidores mostrados nas fotos) foram modificados. A traseira apresenta novos elementos internos nas lanternas, com dois círculos, novos pára-choques e moldura de placa, além de um aerofólio mais bojudo. Apesar das más línguas dizerem está parecido com um Pokémon ou um carro chinês, o fato é que ele está mais integrado ao design atual da Kia, seguindo as tendência de design do Cee’d e do Sportage, por exemplo.

O interior sofreu menos modificações e, se por fora a Kia teve como objetivo atualizar o carro sem tirar o charme, aqui tudo foi mudado pra ficar mais sóbrio e discreto. O console central foi todo reestilizado, apresentando um design mais limpo. O sistema de som 2-din foi totalmente integrado ao visual e agora apresenta entrada auxiliar para aparelhos de MP3. Volante (agora sempre em couro) e painel de instrumentos foram modificados, ficando parecidos com o do Cee’d. A iluminação agora é alaranjada, abandonando o antigo e agradável tom verde. Pra quem curtia o interior colorido, com tonalidades de laranja ou azul, uma notícia triste: agora só há opção de bancos num tom de cinza bem claro, combinando com a parte de baixo do painel bi-color.

Isso faz parte da estratégia da Kia de integrar mais o carro ao gosto do brasileiro. Exatamente por isso, esqueça os Picantos coloridos que você vê por aí. A partir de agora e pelo menos por enquanto, só há opção por prata e preto, além de um tom de cinza inédito (veja na última foto do álbum ao lado). Se quiser sair da mesmice do trânsito nacional, vai ter de encomendar o vermelho, única opção diferenciada oferecida. Somente se houver muitos pedidos, a marca voltará a importar o amarelo, o verde, o azul e o laranja das fotos.

Na parte mecânica, nada muda: o câmbio manual vem em conjunto com o motor 1.0 de 60 cavalos (apesar de parecer novidade, já era padrão na linha 2008, apresentada no final do ano passado), enquanto a opção automática mantém o 1.1 de 64cv, ambos com 12 válvulas. A única novidade é a direção com assistência elétrica (antes exclusividade das versões diesel vendidas no exterior), mais precisa e leve em percurso urbano.

Agora vem a notícia que todo mundo vai gostar: o preço se manteve. Apesar de ter ganho o volante em couro e o som mais caro nas duas versões, os preços são os mesmos R$34.900,00 da versão manual e R$40.900,00 na automática, que acrescenta airbag para o motorista, controle remoto para as travas elétricas e sistema de descarga da bateria. A garantia se mantém a mesma de 5 anos, desde que se faça as revisões a cada dez mil quilômetros. Se você acha o carrinho caro, saiba que um Palio 1.0 com os mesmíssimos equipamentos sai por incríveis 42.500 reais, quase 2 mil reais a mais que a versão automática do carrinho coreano.

Se você não gosta do novo jeitinho Pikachu de ser do carrinho, porém, corra pras revendas da Kia e aproveite que o modelo atual está com descontos de até 3 mil reais. Quem tem, garante: se a dúvida na compra inclui o carrinho e você se simpatiza pelo modelo, vale a pena dar uma olhada.

Por Adriano Vieira

Fonte: AutoDiario.

Outra reportagem aqui: Jornal NH

E agora? Será verdade que eles vão tirar as cores? E essa propaganda é enganosa?
Espero que essas reportagens estejam enganadas, pois acho que sem opções será muito difícil de mudar o nosso Trânsito monocromático.

“É mais fresqinho porque vende mais, ou vende mais porque é mais fresquinho?” Brasileiro não compra carro colorido porque não tem, ou não tem carro colorido porque brasileiro num gosta de cor? Só sei que quero carros coloridos, espero ter um proximo, e sou um nicho que poderia ser explorado. Porque não fazer campanhas decentes mostrando o diferencial das cores?

Quem estiver procurando cores diferentes podem tentar o Sandero da Renault e o novo Palio da Fiat.

Perguntas que não querem calar

January 28, 2008
Perguntas que não querem calar

por Ferreira Gullar

* POR QUE será que o Congresso inventou o senador sem voto? Terá sido por esperteza ou por ingenuidade? O que você acha?

* Os advogados de defesa, em geral, aconselham o acusado a mentir, falsear a assinatura e, noutras situações, lançam mão de direitos humanos, que tenha manifestado seu repúdio a essas execuções? Já se perguntou por quê?

* Já lembrou que policiais são cidadãos como nós, têm mulher, filhos, pai, mãe e arriscam a vida em defesa da sociedade, por um salário que às vezes mal passa de R$ 1.000?

* Terão as pessoas se dado conta de que a polícia, no Estado democrático, é um órgão criado para fazer cumprir as leis e dar segurança aos cidadãos? Que não foi o policial que inventou a polícia e que ele está ali como um profissional? Ou devemos acabar com ela e cada um irá se defender dos bandidos do jeito que puder? Certo não seria melhorá-la?

* Sabia que já há condomínios, em bairro da zona sul do Rio, dominados pelo Comando Vermelho? Num desses condomínios, um morador, cuja filha fora cooptada pela gangue de drogados, ameaçou denunciar o que estava ocorrendo, mas desistiu. Sabe por que desistiu? O síndico o aconselhou a não fazê-lo, se quisesse continuar vivo. Na semana seguinte, ele pôs o apartamento à venda e se mandou de lá. O que faria você?

* Não é estranho que o governo Lula favoreça especuladores estrangeiros -que lucram até 90%-, em detrimento do capital produtivo que cria empregos e paga impostos?

* Você soube que, durante as operações policiais na favela do Alemão, um dos chefes do tráfico ordenava a seus comparsas que atirassem nos moradores? E que há moradoras idosas pagas por eles para declarar que quem atirou foi a polícia?

* Processos indenizatórios contra o governo demoram de dez a 20 anos para serem julgados. E quando o cara ganha e é autorizado o pagamento, o governo simplesmente não paga, ignora a ordem judicial e a Justiça finge que não vê. Por quê?

* Quando há operações policiais nas favelas, os moradores são obrigados a deixar a porta da casa aberta, para que os traficantes possam se esconder. Quem não obedece morre. Já imaginou isso em seu bairro?

* De onde vem esta tese de que a sociedade é culpada, e o bandido, vítima, mesmo se empurra num precipício um ônibus com mais de 20 pessoas dentro?

* Graças ao Imposto Sindical -descontado compulsoriamente do salário dos trabalhadores-, sindicatos fantasmas proliferam. A CUT e a Força Sindical passaram a defender a manutenção do imposto. Elas são também entidades fantasmas?

* Dá para levar a sério um ministro do futuro que quer construir, na Amazônia, um aqueduto romano?

* Se defender o respeito às leis e o combate ao crime organizado é ser de direita, o que é ser de esquerda? Deixar os favelados entregues ao terror dos bandidos?

* Há muitos jovens criminosos que querem sair do crime e não sabem como. Não é justo abrir urgentemente uma porta para eles?

* Por que, no Brasil, punem-se só 7% dos crimes de colarinho branco?

* Acredita mesmo que um rapaz de 17 anos, que assalta e mata, não sabe o que faz?

* Designar negros e pardos como afro-brasileiros significa que brasileiros são só os “brancos”? E se esses passarem a se chamar de euro-brasileiros ou nipo-brasileiros, o que restará como povo brasileiro, os índios? E se estes disserem que são anteriores à criação do Brasil?

* Por que o Banco Central permite que os bancos privados suguem os clientes até a medula dos ossos?

* E finalmente cabe perguntar a um certo chefe de Estado sul-americano: “Por qué no te callas?”

fonte: Folha de São Paulo

Perguntas muito pertinentes. Perguntas que todos nós fazemos, vocês devem ter pensando pelo menos uma vez, se não nessas, em muitas outras. Agora… Quem vai nos responder?

Também quero uma faixa!

January 22, 2008
moto

Companhia de Engenharia de Tráfego (CET) começa, nesta segunda-feira (21), a testar uma faixa exclusiva para motos na Avenida 23 de Maio, um dos principais corredores de trânsito de São Paulo. Das 10h às 16h, serão colocados cones nas pistas da esquerda nos dois sentidos, junto ao canteiro central, de modo a reservar o espaço para os motoqueiros. A mudança será informada com a instalação de placas na avenida.

Os testes acontecem até sexta-feira (25) e têm como objetivo, segundo a companhia, avaliar o comportamento dos motociclistas em uma via exclusiva com velocidade permitida de até 80 km/h. A preocupação é em relação à dificuldade de entrada e saída da faixa exclusiva, à reação dos motoristas e ao impacto na fluidez do trânsito. Com uma faixa a menos, os congestionamentos devem se agravar na região.

De acordo com a CET, circulam na Avenida 23 de Maio entre 10 e 12 mil veículos por hora e sentido nos horários de pico e cerca de 9 mil por hora entre às 10h e às 16h. Já

o número de motocicletas aumenta entre às 10h e às 16h - oscila de 1 mil a 1,3 mil motos por hora nos horários de pico para mais de 2 mil no horário comercial em função das entregas e fretes. Os números fizeram com que a CET passasse a cogitar criar faixas exclusivas no horário em que o número de carros diminui e o de motos aumenta.

Os cones serão colocados em um espaço de cerca de dois quilômetros, entre os viadutos Tutóia, no Paraíso, e Pedroso, na região central. A intenção de testar a faixa exclusiva na 23 de Maio foi anunciada junto com a proibição de motos na pista expressa das marginais, medida que deve entrar em vigor em 11 de fevereiro.

A cidade já tem um corredor exclusivo de motos na Avenida Sumaré, na Zona Oeste, lançada em setembro de 2006 com o título de “Faixa Cidadã”. A adaptação à mudança foi problemática. Na estréia, uma mulher foi atropelada por uma moto e na primeira semana de funcionamento quatro acidentes aconteceram. Grades e sinalização específica tiveram que ser instaladas.

A instalação de mais faixas exclusivas está entre as reivindicações dos motoqueiros que trabalham e circulam pela cidade e já organizaram dois protestos para reclamar das restrições impostas à categoria.

Eu vou para o trabalho exatamente as 10 da manha, nunca havia caido em um engarrafamento esse horario. Mas hoje no primeiro dia dessa coisa sim, é obvio. Do nada um faixa acaba para os carro, estrangula a pista, causa transito. Se eu sei disso, imagina a CET.

Fonte: G1

Será que vale a pena colocar uma faixa de 2 (dois - D-O-I-S) kilometros? das 10h ao 16h? Por que não estudaram um um lugar melhor, fazendo com que essa faixa seja maior e começasse logo cedo para que o transito já acordasse com uma faixa a menos?

Se vai cagar, que faça direito… Não preciso dizer que sou contra né? Só não entendo como pessoas q desrespeitam o codigo nacional de transito, destroem retrovisores, riscam carros, em vezes de receberem multas, são premiadas com uma faixa exclusiva? Só porque morrem? Que andem no meio da faixa com os carros.

Craques temporários

January 14, 2008
VIRA A CASACA. E DESVIRA. E VIRA DE NOVO…

Quando a Lei Pelé foi aprovada, no fim dos anos 90, os idiotas da objetividade bradaram que era o fim da escravidão do jogador de futebol. Como se os jogadores precisassem de uma Lei Áurea, tadinhos, afinal, são forçados a trabalhar quase de graça, se concentram em senzalas nas vésperas dos jogos, onde ficam pendurados em paus-de-arara e, na base das chicotadas, pobres jogadores, são obrigados a correr atrás de uma bola mesmo em um domingo de sol.

Desde então os clubes não tem mais “poder” sobre o jogador. Este, o “poder” passou a ser dos empresários e… dos próprios boleiros. Qualquer criança sabe que os empresários, seja em que ramo for, visam… dãããã… o lucro. O seu. Já os jogadores visam… o que mandarem visar porque poucos têm inteligência suficiente para conseguir formar um raciocínio próprio, além do de ganhar dinheiro pra comprar um carrão cafona, uma casa cafona na Barra, roupas cafonas e mulheres cafonérrimas.

Momentos como esse acima… esquece! O jogador agora é livre para trocar de time como quem troca de roupa, pouco importa a história, a paixão do torcedor, a busca pelos títulos. Se a Lei Pelé fosse, digamos, dos anos 70, talvez Zico não fosse a cara do Flamengo nem Roberto a do Vasco. Poderiam inclusive ter trocado de clube entre si. Como já começou a fazer a geração seguinte, com seus sucessores jogando mais de uma vez nos dois maiores rivais.

Tá, eu não sou um conhecedor profundo dessa lei, posso estar falando besteira, mas os fins explicam (não necessariamente justificam) os meios e hoje quase nenhum jogador tem relação absoluta com clube algum. Talvez só o Rogério Ceni com o São Paulo. Ou alguém acha que o Luizão vai ser identificado com Vasco, Flamengo ou Botafogo (no Rio), Palmeiras, São Paulo, Santos e Corinthians (em Sampa)? Ou seja, quase todos os rivais de Rio e São Paulo antes mesmo dos 30 anos. E sempre beijando a camisa, o escudo, dizendo ser “a cara do time”, que “sempre sonhou em vestir essa camisa”, afinal é “torcedor desde criancinha”.

As fotos acima às vezes não têm intervalo de dois anos! Resultado: Luizão ganhou títulos em quase todos, sempre fez muitos gols, mas não tem a cara de nenhum time. A última notícia que eu tive foi que ele estava no São Caetano… até sumir do mapa. Mas com alguns milhares de reais a mais na conta, assim como seu empresário. Eu devia mudar de time. Torcer, sei lá, pelo Juan Figger.

Tudo bem, a dor de corno de ver Leandro Amaral trocar São Januário pelas Laranjeiras foi o que me motivou a desabafar por aqui. Mas isso foi só a gota que faz o copo transbordar. Eurico Miranda está longe (tão longe quanto Piripiri de Tóquio) de ser um santo. Eu não compraria um carro usado dele. Mas Leandro Amaral mostrou que é da mesma laia. Para quem não sabe, o rapaz estava há 6 meses sem clube e há pelo menos 5 anos longe dos holofotes, desempregado após passagens frustradas por alguns grandes daqui e pequenos do exterior. Foi para o Vasco porque era um jogador do nível que o Vasco (um clube mal administrado, sem patrocínio, sem $) é capaz de contratar. Bom jogador que é, fez gols, foi o melhor do time nas duas (uma e meia?) temporadas, como se isso fosse um mérito. Beijou a camisa algumas vezes. E, no fim de outubro, deu a seguinte declaração:
- Não saio do Vasco para o Fluminense e nem para nenhum time do Brasil. Só para o exterior, se houver uma proposta irrecusável. Serei eternamente grato ao Vasco por tudo o que ele fez por mim, e quando beijo a camisa do time, beijo com amor.

O que vazou depois foi que desde maio ele já vinha conversando com o Fluminense, com os dirigentes tricolores (primores de ética) tendo sugerido até que ele arranjasse uma briga com Romário para forçar a saída. Depois se noticiou que ele tivera atitude igualmente traíra em Portugal quando deixou a imprensa o esperando para a coletiva de sua apresentação no Porto, saiu pela porta dos fundos do hotel, pegou um jatinho e se apresentou na Fiorentina, da Itália, em troca de alguns centavos a mais. E que está sendo processado por um clube francês também por essas questões. Não estou rogando praga, mas a gente já sabe qual é o futuro, né? Vai ficar por ali um, dois anos, vai pra Arábia, volta seis meses depois para o Coritiba, o Goiás, o Figueirense, até se juntar ao Luizão e outros tantos no time dos que sumiram do mapa.

O mesmo Fluminense pagou o preço quando viu promessas em quem se investiu desde criança se mudarem para seu rival maior logo que atingiram a maioridade, como Toró e Diego Souza (este, aliás, já indo para seu quarto clube).

No fundo, deep inside, quem sofre com isso é o torcedor, o que paga ingresso, o que sofre, chora, briga com a mulher, falta ao trabalho, tudo motivado pelo resultado do seu time. Para depois ter que ouvir de um Souza que nem lembra que jogou no Vasco logo ao chegar no Flamengo (dois anos depois de ter saído de São Januário). Pois eu vou lembrá-lo: lembra, Souza, quando você era apenas mais um pobre brasileiro, que enfrentava ônibus lotados, vivia com ajuda de custo para sustentar uma família enorme e que, se não fosse a sorte de alguém ter olhado para você numa peneira onde havia outros 100 garotos como você, alguns até mais talentosos, estaria hoje em algum sub-emprego ou, radicalmente dizendo, no crime (ou alguém acha que o Souza seria um bom advogado, por exemplo)? Lembra? Aí você foi para o Vasco, ainda antes da maioridade, fez meia dúzia de gols (tá, um do título), apareceu na TV, comprou roupas cafonas, comeu umas maria-chuteiras… começou a trocar de time e, subitamente, esqueceu do passado, cuspindo no prato em que comeu. Vai acabar no Madureira. Onde começou. Afinal, não vamos esquecer que estamos falando do Souza. Poderia ser Silva, Santos, tanto quanto é Souza.

O curioso, não sei se você notou, é que os jogadores citados aqui (com exceção dos quatro primeiros) são - no máximo - medianos. Assim como Dodô (que freqüentou três dos quatro grandes de São Paulo) e agora, mesmo antes do fim do campeonato, já se sabia que trocaria o Botafogo pelo Fluminense. Ou Roger, que criado pelo Fluminense, se disse rubro-negro desde o berço ao chegar na Gávea, de onde, diga-se de passagem, já saiu. E não entrou em lugar nenhum. Ou você compraria um carro caro sabendo que, em poucos meses, ele pode sair sozinho da sua garagem dizendo que resolveu conduzir o seu vizinho do prédio ao lado?

Claro, a gente se apaixona por uma mulher, depois pode perfeitamente desapaixonar e se apaixonar por outra. Todo mundo muda de idéia, é fundamental a máxima de Pascal que dizia não se envergonhar de mudar de idéia por não se envergonhar de pensar. O que incomoda é o descaso, a falta de respeito com quem paga ingresso e com as entidades (essas sim eternas). Beijar a camisa, por exemplo, deveria ser proibido pela FIFA. Nem que seja por uma questão de saúde porque a gente sabe: beijar muito pode dar sapinho.

Fonte: Bruno Mazzeo

Muito interessante o texto do Bruno Mazzeo. Concordo, apesar de não ligar muito para futebol.

Adeus CPMF..Até quando?

December 13, 2007
Senado derruba a prorrogação da CPMF até 2011

O Senado rejeitou, em primeiro turno, a PEC (Proposta de Emenda à Constituição) que prorrogaria a CPMF até 2011. A votação, realizada no início da madrugada desta quinta-feira (13), terminou com 45 votos a favor e 34 contra. Para aprovar, o governo precisava de 49 votos favoráveis dos 79 senadores.

A CPMF foi derrubada depois de uma sessão longa, em que vários senadores discursaram pró e contra a contribuição. Durante todo o tempo, o governo tentou, nos bastidores, reverter votos a favor de sua proposta, que ele considerava essencial para o equilíbrio das contas públicas.

Em uma última cartada, o líder do governo na casa, Romero Jucá (PMDB-RR), apresentou carta dos ministros da Fazenda, Guido Mantega, e das Relações Institucionais, José Múcio, aceitando ou renovar a CPMF por apenas um ano, enquanto se tentaria fazer uma reforma tributária, ou renová-la por quatro anos, destinando 100% dos à saúde. Para que essas propostas possam ser estudadas e discutidas, ele pediu que se encerrasse a sessão desta quarta e se deixasse para quinta a votação.

O líder do Democratas, José Agripino (RN), falou em seguida e ponderou que as propostas deveriam ter sido feitas quando a proposição de emenda à Constituição (PEC) ainda tramitava na Câmara e disse que queria votar já a prorrogação da CPMF. O líder do PSDB, Arthur Virgílio (AM), disse que aceita abrir negociações com o governo, depois que for proclamado o resultado da votação.

Quando já passava da 0h desta quinta, o senador Pedro Simon (PMDB-RS) pediu que a sessão fosse interrompida. Ele foi criticado por Virgilio, e seguiu-se um debate sobre a interrupção, que acabou não vingando.

Adiamentos

O governo havia adiado a votação sobre a prorrogação do tributo por diversas vezes esperando convencer senadores da oposição a votar a favor da emenda. Após o adiamento de terça,, o presidente Lula determinou que a votação ocorresse na quarta, “para ganhar ou perder”.

O esforço do governo se deveu ao fato de que, se a PEC não fosse votada neste ano, a administração federal perderia pelo menos três meses de arrecadação. O tributo gera cerca de R$ 40 bilhões anuais.A votação foi a primeira presidida pelo novo presidente do Senado, Garibaldi Alves (PMDB-RN), eleito no início da tarde para terminar o mandato de Renan Calheiros (PMDB-AL), que, sob suspeitas de corrupção, havia renunciado ao cargo no último dia 4.

Fonte: UOL

Sei que é uma noticia, que vai ser muito explorada ainda, mas não podia deixar de comentar. Semanas atrás li um comentário em que um dizia que só voltava a acreditar em deus se o corinthias fosse rebaixado e a cpmf acabasse, corinthians cair era fácil, mas eu duvidava, cpmf eu achava que nunca ia cair, e caiu… Realmente foi uma surpresa, isso foi bom? imagino que sim, sei que deve ter muita coisa por trás, mas pode ser um bom sinal. Agora eu espero que o PT seja obrigado a fazer um grande corte de gastos, diminua o grande gasto do próprio governo.

A Inconstitucionalidade dos Pedágios

December 11, 2007
Estudante de direito defende tese que evita pagamento de pedágios

O deputado Gilmar Sossella (PDT) comentou nesta quarta-feira (5) a tese acadêmica da aluna do 9º semestre de Direito da Universidade Católica de Pelotas (UCPel), intitulada “A Inconstitucionalidade dos Pedágios”. Apoiado na Constituição Federal, no artigo que trata do direito de ir e vir do cidadão, argumenta que a estrada é um bem público e que, nessa condição, as cancelas dos pedágios não podem impedir o livre trânsito dos cidadãos. Ela apresenta no trabalho, através de vídeos explicativos, procedimentos que podem ser adotados nas praças de pedágios para garantir o direito de ir e vir, sem pagar a tarifa cobrada. “As cancelas podem ser ultrapassadas com facilidade, sem danificá-las ou o carro”, explica Márica dos Santos Silva, que já defendeu a tese e deverá se formar em agosto de 2008.

Ao comentar o assunto, o deputado, que presidiu a CPI dos Pólos de Pedágio, afirmou que “esse trabalho é um exemplo claro de que há um desrespeito constitucional e que é preciso continuar questionando os pedágios no Rio Grande do Sul”.

Leia, a seguir, a íntegra da publicação do Jornal Agora, de Rio Grande:

O direito de ir e vir barrado pelos pedágios
Entre os diversos trabalhos apresentados, um deles causou polêmica entre os participantes. “A Inconstitucionalidade dos Pedágios”, desenvolvido pela aluna do 9º semestre de Direito da Universidade Católica de Pelotas (UCPel) Márcia dos Santos Silva chocou, impressionou e orientou os presentes.

A jovem de 22 anos apresentou o “Direito fundamental de ir e vir” nas estradas do Brasil. Ela, que mora em Pelotas, conta que, para vir a Rio Grande apresentar seu trabalho no congresso, não pagou pedágio e, na volta, faria o mesmo. Causando surpresa nos participantes, ela fundamentou seus atos durante a apresentação.

Márcia explica que na Constituição Federal de 1988, Título II, dos “Direitos e Garantias Fundamentais”, o artigo 5 diz o seguinte: “Todos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza, garantindo-se aos brasileiros e aos estrangeiros residentes no País a inviolabilidade do direito à vida, à liberdade, à igualdade, à segurança e à propriedade” . E no inciso XV do artigo: “é livre a locomoção no território nacional em tempo de paz, podendo qualquer pessoa, nos termos da lei, nele entrar, permanecer ou dele sair com seus bens”. A jovem acrescenta que “o direito de ir e vir é cláusula pétrea na Constituição Federal, o que significa dizer que não é possível violar esse direito. E ainda que todo o brasileiro tem livre acesso em todo o território nacional. O que também quer dizer que o pedágio vai contra a constituição”.

Segundo Márcia, as estradas não são vendáveis. E o que acontece é que concessionárias de pedágios realizam contratos com o governo Estadual de investir no melhoramento dessas rodovias e cobram o pedágio para ressarcir os gastos. No entanto, no valor da gasolina é incluído o imposto de Contribuição de Intervenção de Domínio Econômico (Cide), e parte dele é destinado às estradas. “No momento que abasteço meu carro, estou pagando pedágio. Não é necessário eu pagar novamente. Só quero exercer meu direito, a estrada é um bem público e não é justo eu pagar por um bem que já é meu também”, enfatiza.

A estudante explicou maneiras e mostrou um vídeo que ensinava a passar nos pedágio sem precisar pagar. “Ou você pode passar atrás de algum carro que tenha parado. Ou ainda passa direto. A cancela, que barra os carros é de plástico, não quebra, e quando o carro passa por ali ela abre. Não tem perigo algum e não arranha o carro”, conta ela, que diz fazer isso sempre que viaja.

Após a apresentação, questionamentos não faltaram. Quem assistia ficava curioso em saber se o ato não estaria infringindo alguma lei, se poderia gerar multa, ou ainda se quem fizesse isso não estaria destruindo o patrimônio alheio. As respostas foram claras. Segundo Márcia, juridicamente não há lei que permita a utilização de pedágios em estradas brasileiras. Quanto a ser um patrimônio alheio, o fato, explica ela, é que o pedágio e a cancela estão no meio do caminho onde os carros precisam passar e, até então, ela nunca viu cancelas ou pedágios ficarem danificados.

Márcia também conta que uma vez foi parada pela Polícia Rodoviária, e um guarda disse que iria acompanhá-la para pagar o pedágio. “Eu perguntei ao policial se ele prestava algum serviço para a concessionária ou ao Estado. Afinal, um policial rodoviário trabalha para o Estado ou para o governo Federal e deve cuidar da segurança nas estradas. Já a empresa de pedágios, é privada, ou seja, não tem nada a ver uma coisa com a outra”, acrescenta. Ela defende ainda que os preços são iguais para pessoas de baixa renda, que possuem carros menores, e para quem tem um poder aquisitivo maior e automóveis melhores, alegando que muita gente não possui condições para gastar tanto com pedágios. Ela garante também que o Estado está negando um direito da sociedade. “Não há o que defender ou explicar. A constituição clara quando diz que todos nós temos o direito de ir e vir em todas as estradas do território nacional”, conclui.

A estudante apresenta o trabalho de conclusão de curso em novembro de 2007 e forma-se em agosto de 2008. Ela não sabe ainda que área do Direito pretende seguir, mas garante que vai continuar trabalhando e defendendo a causa dos anti-pedágios.

Nunca pensei que pedágio poderia ser inconstitucional. Realmente ela pode ter razão pelo que afirma, mas imagino que uma empresa pode cobrar por seus serviços. Direito de ir e vir nós temos, mas estamos utilizando um serviço privado. O problema seria que não temos alternativa, ou viajamos e pagamos o pedágio ou ficamos em casa. Deveria existir sempre uma estrada pública e uma privada, para que possamos escolher se pagamos ou não. Eu não me incomodaria em pagar um pedágio barato, mas os preços atuais são absurdos. Logicamente adoraria não ter que pagar, adoraria morar num país governado por pessoas honestas que soubessem administrar nosso dinheiro, gastando de forma inteligente, de forma que não fosse necessário privatizar estradas

Fonte: Ah! Tri né!