Faça alguma coisa!

September 5, 2008

Por que as pessoas se sujeitam a tanta coisa para ir à um show?
Esse show da madonna é uma grande bola de neve, pois já começou errado e tudo vai piorando.

Primeiro, me parece que a experiencia do U2 não serviu para nada, nem para mal exemplo. Talvez, para a organização do show da madonna, foi, é um bom exemplo.
Para mim é muito obvio que fazer uma venda na internet não é tão simples assim, que vai ser muito acessado, que tem que ter um servidor bom, etc. Mas para a Tickets for fun, não. Resultado: Agora o site ta fora do ar, diz que estão melhorando o desempenho do site.

Isso é um detalhe, para mim um problema muito maior é o preço do ingresso, extremamente alto, para ter uma idéia é 3 vezes mais caro que o show em Buenos Aires. 3 vezes. Como todo mundo deve saber, esse não é um problema novo, já até comentei aqui no blog. Lhe pergunto: Porque?

E a taxa de conveniência? Eu faço questão de não pagar. Todos os shows que pretendo ir, vou até o fim do mundo, mas não pago a merda da taxa. Faço minha parte pelo menos, pago minha parte em gasolina.
E só agora, que começou-se a questionar a ilegalidade da taxa, finalmente. O Procon diz que é ilegal, mas num faz nada. Os lesados, literalmente, que teriam que se unir e entrar com processo. Mas no próximo show tudo estaria na mesma coisa.

Para fechar, existe ainda o cambistas. Uma raça, tão filha-da-puta, quanto os flanelinhas, e limpadores de parabrisas. Como eles tem os ingressos? Ficam na fila? Duvido.
Eu vi que teve uma confusão e disseram que cambistas começaram a furar a fila etc. Mas ainda duvido que não existe uma máfia muito maior por trás, pois é muito grande o número de cambistas e com muitos ingressos. Detalhe: vendendo por até R$ 1.500 reais. O pior, ALGUÉM COMPRA!!!! Mas supondo que realmente os cambistas peguem fila, será que é tão complicado de dificultar que ingressos vão parar na mão de cambistas? E se eles existem, porque a polícia num faz nada?
E agora ainda tem até a máfia dos velhinhos.

Resumindo, tudo tá errado, tudo. Acho inadmissível que nós, consumidores, tenhamos que se sujeitar a passar dias acampados na fila, ou ficar plantado no telefone ou computador, só para comprar um ingresso que custa muito caro.
A culpa? De nós mesmos, consumidores, que não exigimos o mínimo de respeito. Eles sabem que vão vender os ingressos, eles sabem que tanto faz se foi difícil ou não, o show vai lotar. Porque você vai comprar, só quer saber de ter o ingresso na mão. Essa é a pior atitude possível, é a prova que você não está nem aí para seus direitos, a prova de que vai se contentar com qualquer coisa.
Isso só vai mudar se nós tomarmos uma atitude, de não colaborar com esse absurdo. Um boicote? Sim, nada disso poderia valer a pena, o SEU direito deveria estar acima de tudo.

Quem vê filme dublado?

August 30, 2008
Espectador de cinema prefere filme dublado
SILVANA ARANTES
da Folha de S.Paulo

Fã dos filmes de Hollywood (72% os acham ótimos ou bons), o espectador brasileiro prefere assistir cópias dubladas (56% dos freqüentadores) a legendadas (37% dos freqüentadores) no cinema.

No entanto, a maneira como o espectador mais gosta de ver filmes é em DVD (44%). Quando sai de casa para ir ao cinema, já sabe que título irá ver (68%). Escolhe pela leitura de jornais (45%), segundo o tema dos filmes (38%). Prioriza os mais comentados, não necessariamente os mais cotados pela crítica.

No caso dos longas americanos, prefere os de ação (43%). Entre os brasileiros, aprecia mais as comédias (37%) -gênero de produção escassa.

Perfil

O perfil do freqüentador brasileiro de cinema foi traçado em pesquisa encomendada pelo Sindicato dos Distribuidores do Rio de Janeiro ao instituto Datafolha, que ouviu 2.120 pessoas em dez cidades brasileiras no fim do ano passado.

Em abril deste ano, a pesquisa foi aprofundada com um grupo de consumidores, na chamada fase qualitativa.

O presidente do sindicato, Jorge Peregrino, divulgou os principais dados revelados pela pesquisa, anteontem, em São Paulo. A íntegra (377 páginas) está disponível no site da entidade.

A pesquisa faz distinção entre o espectador habitual, aquele que vai ao cinema pelo menos uma vez a cada 15 dias, o médio (ao menos uma vez a cada três meses) e o eventual (ao menos uma vez por ano).

A preferência pela dublagem se concentra entre os espectadores médio (57%) e eventual (69%). Entre o público mais freqüente, há um empate técnico -46% preferem dublados, e 47%, legendados.

Peregrino observa que a tendência ao consumo de filmes dublados não se verifica apenas no Brasil. Responsável pelas operações da Paramount em toda a América Latina, ele diz que “no México, a empresa já mudou um pouco o perfil dos lançamentos, porque parte da população prefere isso”.

No Brasil, o executivo afirma ainda não saber “se esse é um caminho a seguir”. O dado “tem que ser visto com muito cuidado. É coisa de sensibilidade. Depende do tipo de filme”, diz, citando que “a Paramount já teve casos em que errou”.

O erro foi “ter dublado filmes que não deveríamos dublar ou ter dublado com mais cópias do que deveríamos”.

No Congresso Nacional tramita um projeto para tornar obrigatória a dublagem de filmes estrangeiros no país.

Embora interessados em atender aos desejos do espectador, para ampliar a freqüência aos cinemas no Brasil –que está em queda– os distribuidores são contra a obrigatoriedade.

Diversidade

Rodrigo Saturnino Braga, da Columbia, acha que a medida seria contraproducente para a diversidade da oferta. “O custo financeiro não compensaria o lançamento de filmes alternativos, com poucas cópias e sem o custo da dublagem previsto para a etapa do DVD. Há o risco de que eles deixem de ser lançados”, afirma.

Em relação aos filmes brasileiros (obviamente dispensados da necessidade da dublagem), a expectativa dos distribuidores é que a pesquisa ajude a redirecionar a discussão sobre sua atual crise de público -6,9% do acumulado no ano.

“As pessoas têm de usar a pesquisa para saber o que estão fazendo. Ali existem pontos suficientes para guiá-las”, diz Peregrino, para quem o debate sobre a queda de público do filme nacional “continua se concentrando nos pontos que não são importantes”.

A pesquisa identificou o que desagrada os espectadores que afirmaram não gostar da produção nacional: o tema dos filmes foi a resposta de 80% dos freqüentadores de cinema.

A segunda resposta mais freqüente (32%) aponta que “os filmes são pornográficos, com baixarias, palavrões, vocabulário vulgar”; 20% acham que “os temas/roteiros não têm conteúdo, começo, meio e fim”.

Quantidade

O total de freqüentadores de cinema no país é de 16,8 milhões, segundo a pesquisa Datafolha para o Sindicato dos Distribuidores. Há 3 milhões de espectadores potenciais –possuem renda, tempo e acesso a salas, mas não o hábito. Entre os que não vão ao cinema, prevalece ojeriza a “ambientes fechados e contato com desconhecidos”.

De novo um tema recorrente aqui no blog. Isso porque ainda não consigo compreender qual a vantagem do filme dublado. Para mim a voz é parte do filme, e nenhum dublador consegue recriar. Particularmente eu não sei algo q realmente ficou bom traduzido para o português, nem o Last.fm eu consigo usar, talvez por ser em português de Portugal, assim com o Mouse gestures.

Mas o que mais me deixa inconformado é o fato de existir filmes onde simplesmente não existe uma sala sequer legendada. Como assim?! Acho que mesmo que filmes dublados tenham mais audiência, não colocar um legendado é um desrespeito.

Achei que nunca ia ter problema para ver filmes legendados, mas estava errado.
Minha primeira decepção foi ao tentar ver Wall-e. Fui ao Kinoplex, só descobri que não havia sessões legendadas na bilheteria, fiz uma ceninha e fui embora. Ver desenho dublado… tem gente que diz que é para prestar mais atenção ao detalhes. Coisa que para mim não tem o menor fundamento, pois não é tão difícil ler a legenda e ver a cena ao mesmo tempo, sendo que dificilmente tem uma frase muito longa. Ver dublado se torna mais estranho ainda quando temos personagens baseados em atores famosos.
Depois quando queria ver o Batman, agora no Cinemark do center-norte. Nesse caso, eu até compreendo, pois ao contrario do Kinoplex, o center norte é um shopping que atinge um público bem de uma classe social mais baixa.

Espero não ter mais problemas para ver filmes legendados. E vou reclamar se num achar. Se você também gosta dos legendados, reclame também. Temos que mostrar que existe um público que faz questão de ver o filme original também.

Você pode fumar pra lá?

SERRA QUER BANIR FUMO DE AMBIENTE FECHADO
VINÍCIUS QUEIROZ GALVÃO
Folha de S. Paulo
29/8/2008

Governador enviou à Assembléia o projeto que, no Estado de São Paulo, permite fumar apenas ao ar livre e dentro de casa

Proposta veta até os atuais fumódromos e prevê multa de R$ 220 a R$ 3,2 milhões para os recintos, mas não para os fumantes infratores

Na véspera do Dia Nacional de Combate ao Fumo, o governador José Serra enviou à Assembléia projeto de lei que bane o cigarro dos ambientes coletivos fechados, públicos ou privados. Se a lei passar, em todo o Estado só será permitido fumar ao ar livre ou em casa. Os deputados devem aprovar a proposta ainda neste ano. A infração à lei pode custar até R$3,2 milhões aos recintos. Não há previsão de multa a fumantes, mas se houver insistência, a lei ordena intervenção policial. A nova lei, no entanto, libera o fumo de pacientes em hospitais sob prescrição médica. Também fica liberado em charutarias, o que abre brecha para bares e restaurantes, por exemplo, classifiquem-se como tabacarias para burlar a lei. Médicos julgam a proposta positiva por, entre outros motivos, evitar danos à saúde de fumantes passivos e incentivar combate ao vício. Segundo a Associação de Bares e Restaurantes, a proibição será prejudicial ao setor.

Na trilha de cidades como Rio e Brasília e na véspera do Dia Nacional de Combate ao Fumo, o governador José Serra (PSDB) enviou ontem à Assembléia paulista um projeto de lei que bane o cigarro de todos os ambientes coletivos fechados, públicos ou privados, e proíbe as atuais áreas de fumantes.
Se aprovada pelos deputados, em todo o Estado de São Paulo só será permitido fumar ao ar livre e dentro de casa. A proibição se estende também aos lugares parcialmente fechados -aqueles que têm paredes ou teto vazados, por exemplo.
Entram na lista de coibição bares, boates, restaurantes, hotéis, pousadas, áreas comuns de condomínios, casas de espetáculo, shopping centers, ginásios esportivos, todas as repartições públicas, hospitais e até carros de polícia e táxis.
A nova lei não prevê punições aos fumantes infratores, mas os recintos podem levar multas que variam de R$ 220 a R$ 3,2 milhões. E a interdição do lugar, em caso de reincidência.
Em caso de insistência do fumante, a lei determina a intervenção da polícia para que o infrator seja retirado do local.
“Não estão previstas penas para os fumantes, que já têm a pena de fumar. Tem gente que é tão viciada que é capaz de pagar para continuar fumando. Espero que a polícia consiga chegar antes de a pessoa sair”, disse Serra, ao conceder o selo antifumo ao Instituto do Câncer Octavio Frias de Oliveira.
Num dos artigos controversos apontados por especialistas, a nova lei libera o fumo sob prescrição médica a pacientes internados em hospitais.
“Se o paciente não puder parar de fumar, o médico pode dar adesivos de nicotina ou ansiolíticos”, diz Paula Johns, diretora da Aliança Brasileira de Controle do Tabagismo.
Se a mudança entrar em vigor, o fumo fica liberado em charutarias, o que abre brecha para que bares, por exemplo, classifiquem-se da mesma maneira para burlar a lei.
“A definição de tabacaria tem de ser muito bem limitada e especificada. Dar uma exceção genérica é um grave risco”, completa Johns.
Proibição semelhante à proposta por Serra foi decretada em maio deste ano pelo prefeito do Rio, César Maia (DEM). A medida foi contestada na Justiça e chegou a ser derrubada por liminar, mas a decisão foi revertida em segunda instância.
Lei federal de 1996 proíbe o fumo em ambientes fechados, mas, entre brechas e falta de regulamentação, permite áreas reservadas para fumantes.
Questionado sobre a possibilidade de contestação judicial por conflito das esferas de legislação, como ocorreu no Rio, Serra disse estar “bem embasado juridicamente” e esperar que a proibição entre em vigor ainda neste semestre.
Para o constitucionalista e professor da PUC Pedro Estevam Serrano, o Estado “limita as liberdades individuais”.
“Se essa onda limitadora das liberdades continuar, logo teremos que conviver com a proibição de consumir gordura, restrições ao consumo de álcool e outras mais”, diz Serrano.
Segundo a SBPT (a sociedade brasileira de pneumologia), a OMS (Organização Mundial da Saúde) considera o tabagismo a maior causa de morte evitável no mundo e diretamente responsável por 90% das mortes por câncer de pulmão.
“São Paulo marcou um gol. O tabagismo é como um doença infecciosa: não ataca apenas os fumantes mas também os que estão próximos”, diz o médico Antônio Carlos Lemos, presidente da SBPT.

Para quem costuma ler meu blog já pode imaginar como eu estou feliz, pois já falei sobre o cigarro. Para mim isso é uma conquista e tanto, por que se muitos fumantes não tinham a noção de que existem pessoas que odeia a fumaça, agora eles vão estar proibidos de suprir a seu vicio. Vicio, alias, desnecessário, algo que poderia muito bem não existir, e por isso não merece consideração.

Por que isso estaria limitando “as liberdades individuais”? Gostaria de saber como fica a minha “liberdade individual” de não fumar!
Entendo que ninguém está proibindo o fumo, vejo a lei como uma restrição que contribui para a convivência. Talvez se todos os fumantes tivessem uma preocupação maior com quem não fuma, eles nem fossem percebidos inutilizando a lei.

Mas eu ainda duvido que essa lei vai pegar. Eu já deixei de freqüentar baladas por causa da fumaça, locais sem ventilação, com um pé direito baixo, locais onde todo mundo fumava, ou seja, eu estava no lugar errado. Nesses locais tudo vai continuar igual. Podem ter certeza que, caso eu volte a esses lugares, eu não vou perder a oportunidade de reclamar.

Para finalizar, o stand-up do Danilo Gentili sobre o cigarro:


Será que merecemos o ouro?

August 18, 2008

Tá dificil de torcer para o Brasil, eu juro que to tentando. Vejo que eles se esforçam, muito, mas num tá dando.

O motivo? Não tem o investimento do governo, não recebem incentivo, e não tem uma boa preparação.
Um bom exemplo do descaso com o esporte é o pan, onde os gastos públicos chegaram a R$ 3,5 bilhões, sendo que o orçamento original previa investimento de R$ 400 milhões e tudo está jogado ao tempo. Se o dinheiro já gasto não é utilizado, imagina fazer novos investimentos?

Como se descobrem novos atletas? Duvido que jogos universitários, servem para alguma coisa nesse sentido.
Nós temos uma liga de handebol? Você já viu um jogo de times de basquete brasileiro? Devemos ter sim, eu nunca vi. E porque será que essas modalidades só aparecem em olimpíadas?

Aí vemos nossa imprensa quer nos iludir criando heróis com chances em alguns esportes, ela aposta em alguns e só fala deles. Se um outro ganha vai atrás dele até que ele seja esquecido.
O ufanismo criado na TV só faz com que mais pressão seja colocada em nossos atletas, que não estão preparados para isso. Podemos ver que em torneios menos famosos temos bons resultados. Aliás, hoje no programa da Sportv, os apresentadores, entre eles o Galvão Bueno, falavam exatamente sobre a pressão sobre os atletas, mas acho que eles não sabem que eles são a imprensa.

Mas o nervosimo não deveria ser uma desculpa. Todo mundo fica nervoso, todo mundo fica ansioso, desde o campeão até ao desclassificado, mas só o Brasil acha que isso é uma razão para seu insucesso. Será que ninguém tem um acompanhamento psicológico?

Hoje o Diego Hypolito e, dias atrás, o judoca Eduardo Santos chegaram a pedir desculpas por sua apresentação. Desculpa? Para quem? Nós que temos que pedir desculpas por não termos boas condições de treinamento.
Não acho que nossos atletas são culpados, a culpa está em todo o resto.
Tudo é controlado pelos cartolas, por pessoas que realmente estão lá por dinheiro e vão fazer o que lhes dará mais lucro e não querem ver um país campeão necessariamente.

Por isso eu vejo um lado bom no fracasso, talvez assim eles sejam obrigados a fazer alguma coisa, talvez assim o Brasil veja o que eles (não) estão fazendo. Nossos atletas merecem, eles já fazem o impossível, mas o Brasil não merece o ouro. Seria a coroação de uma politica esportiva péssima, na verdade inexistente.

O que mais me dá medo é pensar em uma Olimpíada no Brasil, já vamos ter uma Copa do mundo e já tivemos um pan. Preciso dizer que não temos capacidade? Quanto tempo vai demorar para cair a ficha que temos que criar uma infra-estrutura gigante para receber a copa? Que nada, é tudo planejado, vão enrolar até ficar em cima da hora, para construir tudo sem licitação, em caráter de urgência, e super-faturar tudo. Já vimos esse filme.

Trânsito monocromático II

June 20, 2008

Quem acompanha o blog já deve ter notado a minha grande revolta com a cor do transito brasileiro. Apesar de ter um carro prata, confesso que até tentei achar um peugeot azul recife, acho meio absurdo a enorme quantidade de carros descoloridos. Entendo que tem muita gente que não quer cor mesmo, mas as montadoras nem, ao menos, te davam a opção. Mas isso está, ou deve, mudar. Ontem saiu saiu no Jornal do carro:

Cenário urbano mais colorido

Veículos pintados de tons chamativos atraem mais consumidores e superam projeções de vendas

ANAMORANO

O cenário já é conhecido: veículos de cores sóbrias dominam as ruas da Capital – e de outras cidades. A prata reina absoluta, mas há também tons variados de cinza e preto. Mas, se depender das montadoras, em breve o ambiente urbano ficará mais colorido. Todas as fabricantes vêm oferecendo mais opções a cada lançamento.

A cor promocional do Punto, por exemplo, é um tom de laranja bem chamativo. De acordo com informações da Fiat, ela representa mais de7% das vendas do hatch, ou cerca de 1.400das quase 19 mil unidades acumuladas de janeiro a maio deste ano. A expectativa inicial da fabricante era que esse tom representasse apenas de 2% das vendas.

Já a versão laranja que aparece na campanha do Vectra GT não está disponível para o carro. “Estamos arrependidos, pois é um sucesso de crítica”, diz Samuel Russel, diretor de Marketing da Chevrolet. Na falta desta, a empresa apostou no vermelho, que tem mais de 13% de participação nas vendas do modelo. Segundo Russel, esse tom tem só 2% do total do segmento de hatches médios comercializados no País.

Eu já tinha falado do erro aqui.

“No passado, era mais difícil diversificar, pois para pedir uma cor diferente era preciso encomendá- la com pelo menos três meses de antecedência”, diz Arnaldo Brazil, da consultoria Prime Action. Ele conta que as concessionárias, que eram responsáveis por fazer os pedidos, achavam que veículos das cores prata e preta eram mais fáceis de vender. Isso explica em parte o fato de a frota brasileira ser praticamente monocromática.

Como eu disse.

“Hoje o prazo caiu para cerca de 15 dias”, diz Brazil. Além disso, atualmente é o consumidor que configura o carro novo. “Por isso, a tendência é ver mais modelos coloridos nas ruas nos próximos anos.”

Para as autorizadas, ter um veículo com cor chamativa no estoque pode ser garantia de bons negócios. “Eles causam mais impacto e ajudam na hora de vender”, diz Sebastião Lira, gerente da Sandrecar, distribuidor Ford do Cambuci, na Zona Sul. “Também podem ser armas para conquistar novos clientes em segmentos específicos.”

Séra? Antes num tinha cor porque não vendia, agora mudou? Finalmente?

Lira conta que recentemente vendeu um Fusion vermelho (tom que passou a ser oferecido no carro mexicano a partir do final do ano passado) para uma mulher. “Essa cor é um atrativo a mais para as consumidoras, pois o sedã já tem apelo forte entre o público masculino.”

Segunda mão

No caso dos usados, os coloridos sofrem maior desvalorização, segundo lojistas da Capital. “Até há procura, mas o público que deseja tons mais sóbrios é bem maior”, afirma Luiz Esperança, dono de uma revenda multimarcas que fica na Vila Guilherme, Zona Norte. “Os coloridos costumam ficar mais tempo no estoque e geralmente têm preços menores.” Esperança diz que a exceção é o CrossFox. Há grande procura pelo VW amarelo, a cor de lançamento do hatch.

Volto a perguntar: Será? Ainda duvido que a mente do público tenha se transformado. Logicamente vou gostar, mas ainda num vejo sinais dessa mudança.
Nesse post, a Revolução colorida, eu mostro uma reportagem sobre o tempo de espera para quem quer um carro colorido e depois que as tentativas de carros esportivos coloridos estava fracassando pois as pessoas queriam mesmo é preto-e-prata. O fato é que temos que ter opções, preto prata e cores bonitas, não adianta fazer um vinho horrível ou um verde escuro ou um roxo com vergonha, assim é obvio que ninguém vai comprar. Outra coisa que não entendo é porque demora tanto para se pintar um carro, custa muito pegar alí o próximo que vai ser montado e pintar de acordo com o pedido do cliente?

A seleção brazileira

June 16, 2008

E essa seleçãozinha?

Perdeu da venezuela, e agora do Paraguai.
O que está acontecendo?

Não sou nenhum expert em futebol, mas não acho que o Dunga tem tanta culpa assim, talvez culpa em escalar esses jogadores
brazileiros aí. Talento eles podem até ter, lá em seus times, jogando futebol europeu. Mas todos juntos é outra historia, eu diria que esses caras não estão muito afim de jogar, não apresentam a menor garra, a menor vontade.
A muito tempo já disse e ouço falar: esses caras ganham milhões por hora, não precisam mais entrar na seleção. Um exemplo, mas de outro esporte, são os jogadores de basquete do brasil que jogam na NBA, como disse o Oscar. Outro é a ausência de Kaká, que não foi liberado para a Olimpíada, mas num está jogando agora por causa da cirurgia, que poderia ter sido adiada como li em algum lugar. Antes, imagino que quisessem jogar bem para ir para seleção, hoje querem jogar bem para ir para o exterior, e se a seleção um dia foi uma vitrine, hoje não precisam dela, já vão direto das categorias de base para o exterior.

Por essas e outras que acho que deveriam dar mais atenção para nossos jogares, os brasileiros de verdade, que jogam por aqui, que realmente formariam uma seleção brasileira, jogadores que na pior das hipóteses, querem fazer bonito na seleção para ir para o exterior, mas aí é outra historia.
Sei que os jogos de nossos times não são tão bonitos, são cheios de faltas, jogadas feias, encenação, mas pelo menos é o nosso Brasil. Jogadores que dariam muito mais sangue pela seleção, que estão por aqui, o jogador do seu time, e que se identifica com a torcida. Para você poder tirar sarro que convocaram mais jogadores do seu time e tal.
Hoje você vai assistir o jogo e vê só astros, que jogam em um time que não tem nada haver com você, times que você até pode ter muita empatia, jogam bonito lá fora, mas não te provocam como seu time daqui.
Tão dizendo que já venderam todos os ingressos para Brazil e Argentina, mas isso num significa nada. A falta de paixão, a perda de interesse em jogos da seleção é evidente, é só você sair na rua, conversar com seus amigos, para notar que muitos nem sabiam que o Brazil ia jogar, eram surpreendidos com um o Galvao Bueno na globo. Como diria nosso amigo Fernando Vanucci: É hora da gente reformular… reformular… é hora da gente mudar… OU… … mudar de vez…

Ver o jogo de hoje foi triste, ver uma seleção que num fazia nada, nem passava da defesa do Paraguai, até o Corinthians ganhava o jogo, ainda mais se fosse uma seleção do brasileirão!
Tá aí! Quero ver um jogo: Brazil contra Brasil, estrangeiros contra brasileiros. Com um futebol de hoje acho que fica difícil para o Brazil.

Eu aposto no Brasil e você?

Advogados da maconha

May 10, 2008

No último fim de semana tivemos, ou pelo menos tentaram, a marcha da maconha. Fato que gerou uma polêmica na imprensa, pois foi proibida em varias cidades. Estão errados? Está na lei, é proibido fazer apologia, e incentivar o uso de drogas.

apologia

do Gr. apologia, defesa, justificação

s. f.,
discurso para louvar, defender ou justificar;
louvor;
defesa.

Mas o que mais me chamou a atenção foi a revolta das pessoas ao receberem a noticia. Liberdade de expressão? Talvez, mas o fato é que não podemos incentivar o uso de drogas. Se ela é proibida como poderia ser permitido o incentivo?
Me surpreendo ainda, com a atitude das pessoas, autoridades, amigos, celebridades, vejo que há uma tolerância muito grande para com a planta. Se não incentivam, não falam nada. Porque? Por que a droga tem tantos advogados? Até posso compreender a bebida, mas o fumo? Não consigo entender como isso pode ser prazeroso. Não consigo entender como isso pode ser toleravel. O que mais me incomoda é o ar de superioridade que eles tem, como se fossem melhor que todo mundo por fumar. Como assim? Superior? Faça-me o favor.. DE SUMIR DA GALÁXIA!

Nada mais que posers, só para se mostrar contra o “sistema”, só para mostrar sua rebeldia, sua “coragem” de se expor, não passam de tolos, só pode ser algo parecido. Na verdade é o que eu vejo, pois não consigo entender como pode haver tanta vontade de traga-la, para que? Vicio, mas o vicio não apareceu do nada, houve uma primeira vez. Nunca tive a mínima vontade, tenho repulsa a cheiros e fumaça, isso deve ser raro. Basta ir a uma festa qualquer para ver que o mundo num pensa nisso, já virou normal. Me parece que para as autoridades, e para tudo mundo, a droga perdeu sua importância, me parece que não há tanta repressão. Pessoas usam sem medo, o que falta? Imagino que somos muito tolerantes, se a sociedade não aceitasse talvez poderia ser diferente, o problema que vejo que ela também está viciada, se acomodou, até político roubando parece ser normal.

Agora, por que descriminalizar a maconha? Se eu já acho que deve se criminalizar o tabaco. O que alguém ganha fumando-a? O que ela tem de bom para oferecer a humanidade? Sei que existem estudos, e já é usada em tratamentos, mas garanto que não é um tratamento essencial. Não tem nada pior que ser atacado por um fumante, nada. Tanto que nem os fumantes gostam da fumaça. Incomoda, irrita o olho, cheiro insuportável, com a maconha não é diferente. O pior é que os maconheiros são ainda mais folgados. Engraçado como fumantes, a maioria, sabe que sua fumaça incomoda e até tenta nos incomodar menos, mas os maconheiros não, estão pouco se fudendo. Tive ótimos exemplos na Virada cultural, cheiro horrível ou de urina ou de maconha.

Não tenho nada contra, sei que existe vida inteligente nesse mundo, mas engraçado é que a maioria das pessoas fumantes que eu vejo são bem parecidas, com o mesmo pensamento, com as mesmas idéias políticas, a mesma deficiência de raciocínio, gosto musical varia, mas o perfil é sempre o mesmo e cá entre nós, não são o melhor exemplo de ser humano a se seguir. Agora para DEFENDER a planta eles e organizam e saem as ruas, mas para diminuir o aquecimento global nada, para pressionar nosso governo então… esqueci para eles esse governo é joía!

Menina Isabela goela abaixo

May 8, 2008

Que absurdo!

Não havia falado nada sobre a queda da menina. Não falei por que esse é um dos episodios mais ridiculos da historia da nossa impresa. Concordo que o crime foi barbaro, que eles são culpados. Mas ninguem tem que ficar vendo essas pessoas 24 horas por dia. É triste ver as mesma coisa em todos os jornais, redes disputando quem fala mais sobre o caso, praticamente um reality show. Podia fazer um canal: 24 hrs de caso Isabela. O pior que deve ter ignorante que compraria.

Não sei como são as faculdades de jornalismo, mas a imprensa de hoje está mal. Mal de conteúdo, mal de assunto, mal de qualidade. Incrível como falta assunto, todo dia é a mesma coisa. Escolhem 2 ou 3 assuntos e só falam deles, falam não, enfiam goela abaixo. Logo depois esquecem. Falam que brasileiro não tem memória, eu diria que nossa mídia num tem memória. Que fim levou tal deputado que estava envolvido em um escândalo qualquer? Os moleques que arrastaram aquela criança do lado de fora do carro?

E justamente por causa disso que vim aqui desabafar, é dificil de acreditar que a globo parou a transmição do jogo do São Paulo para mostrar a prisão do casal. Queria saber quem é o profissional que dá uma ordem dessa. Será que ele acha que os torcedores que estão ali vendo o jogo querem PERDER o gol do seu time para ver algo que está sendo exageradamente explorado por essa mídia medíocre? Não, lógico que não, a globo não quer dar o braço a torcer, todos os canais estavam explorando o caso no momento, então, a globo com medo de perder espectadores resolveu mostrar também. Mas se esquecem que no momento quem estava ali sabia muito bem o que queria ver.