Perguntas que não querem calar

January 28, 2008
Perguntas que não querem calar

por Ferreira Gullar

* POR QUE será que o Congresso inventou o senador sem voto? Terá sido por esperteza ou por ingenuidade? O que você acha?

* Os advogados de defesa, em geral, aconselham o acusado a mentir, falsear a assinatura e, noutras situações, lançam mão de direitos humanos, que tenha manifestado seu repúdio a essas execuções? Já se perguntou por quê?

* Já lembrou que policiais são cidadãos como nós, têm mulher, filhos, pai, mãe e arriscam a vida em defesa da sociedade, por um salário que às vezes mal passa de R$ 1.000?

* Terão as pessoas se dado conta de que a polícia, no Estado democrático, é um órgão criado para fazer cumprir as leis e dar segurança aos cidadãos? Que não foi o policial que inventou a polícia e que ele está ali como um profissional? Ou devemos acabar com ela e cada um irá se defender dos bandidos do jeito que puder? Certo não seria melhorá-la?

* Sabia que já há condomínios, em bairro da zona sul do Rio, dominados pelo Comando Vermelho? Num desses condomínios, um morador, cuja filha fora cooptada pela gangue de drogados, ameaçou denunciar o que estava ocorrendo, mas desistiu. Sabe por que desistiu? O síndico o aconselhou a não fazê-lo, se quisesse continuar vivo. Na semana seguinte, ele pôs o apartamento à venda e se mandou de lá. O que faria você?

* Não é estranho que o governo Lula favoreça especuladores estrangeiros -que lucram até 90%-, em detrimento do capital produtivo que cria empregos e paga impostos?

* Você soube que, durante as operações policiais na favela do Alemão, um dos chefes do tráfico ordenava a seus comparsas que atirassem nos moradores? E que há moradoras idosas pagas por eles para declarar que quem atirou foi a polícia?

* Processos indenizatórios contra o governo demoram de dez a 20 anos para serem julgados. E quando o cara ganha e é autorizado o pagamento, o governo simplesmente não paga, ignora a ordem judicial e a Justiça finge que não vê. Por quê?

* Quando há operações policiais nas favelas, os moradores são obrigados a deixar a porta da casa aberta, para que os traficantes possam se esconder. Quem não obedece morre. Já imaginou isso em seu bairro?

* De onde vem esta tese de que a sociedade é culpada, e o bandido, vítima, mesmo se empurra num precipício um ônibus com mais de 20 pessoas dentro?

* Graças ao Imposto Sindical -descontado compulsoriamente do salário dos trabalhadores-, sindicatos fantasmas proliferam. A CUT e a Força Sindical passaram a defender a manutenção do imposto. Elas são também entidades fantasmas?

* Dá para levar a sério um ministro do futuro que quer construir, na Amazônia, um aqueduto romano?

* Se defender o respeito às leis e o combate ao crime organizado é ser de direita, o que é ser de esquerda? Deixar os favelados entregues ao terror dos bandidos?

* Há muitos jovens criminosos que querem sair do crime e não sabem como. Não é justo abrir urgentemente uma porta para eles?

* Por que, no Brasil, punem-se só 7% dos crimes de colarinho branco?

* Acredita mesmo que um rapaz de 17 anos, que assalta e mata, não sabe o que faz?

* Designar negros e pardos como afro-brasileiros significa que brasileiros são só os “brancos”? E se esses passarem a se chamar de euro-brasileiros ou nipo-brasileiros, o que restará como povo brasileiro, os índios? E se estes disserem que são anteriores à criação do Brasil?

* Por que o Banco Central permite que os bancos privados suguem os clientes até a medula dos ossos?

* E finalmente cabe perguntar a um certo chefe de Estado sul-americano: “Por qué no te callas?”

fonte: Folha de São Paulo

Perguntas muito pertinentes. Perguntas que todos nós fazemos, vocês devem ter pensando pelo menos uma vez, se não nessas, em muitas outras. Agora… Quem vai nos responder?

Teste de USB

January 24, 2008

Em 2002, eu comprei uma CyberShot, para epoca era animal com seus 3,2 mega pixels.
Logo que cheguei em casa liguei no meu computador e tudo normal. Mas no dia seguinte fui viajar para casa da minha mãe, tirei uma fotos, fui descarregar e.. Puff, o computador reconheceu a camera e logo em seguida ela sumiu.
Meu medo era por que tinha comprado na 25 de março, mas levei a camera como se não soubesse de nada e ela foi arrumada. Peguei a camera, novamente testei no meu computador, novamente fui viajar, e novamente liguei no computador da minha mãe….pelo menos pude confirmar que o problema era no computador. Novamente consegui mandar a camera para o conserto.

Photobucket

Até então nunca tinha visto algo do tipo, só então fui saber que os pólos da USB estavam invertidos e por isso dando curto na minha câmera. Como perder seu gadget não é nada agradável, você construir o seu próprio teste de USB seguindo esse tutorial.
Entendo é meio complexo mesmo, portanto se você estiver sem um teste de USB use a porta traseira, que as chances de estar tudo certo são bem maiores.

Fonte: DeskmodBrasil.

Isso é moda?

Hoje lendo meus feeds, me deparo com essa foto no Ah! Tri né!. Desculpe a pergunta indecente: Mas qual é a menina?

Nada contra, mas não resisti (mas não é que confunde? Foda é reparar que a menina é a “mais normal”). Não quero parecer homofóbico, coisa que não sou. Talvez FASHIONfóbico. O que leva uma pessoa a se vestir assim? Desculpa, mas sinceramente nunca vi nada pior. Para piorar, se você ler a reportagem ainda se rotulam de “rock-glam-punk-retrô”.
O que mais me impressiona é saber que para alguém, isso é moda, isso é tendência, é fashion. O que eu não sabia, é que ser ridículo significa fashion. Ou alguém pode me explicar?

Para mim moda se parece com “aquilo que alguém escolhe para alienados usarem na próxima estação”. Eu não vejo moda como eu acho que deveria ser, algo como o design. Quero dizer, deveriam fazer moda pensando diretamente no usuário, “fazer coisas boas e melhores para as pessoas”, e não o que eu vejo em cima das modelos, coisas inúteis no dia-a-dia. Sobre design leia: Design não é apenas um rostinho bonito.

Já vi emos, indies, já vi pagodeiros, metaleiros, punks, bregas, sei lá o que mais, tudo que é exagerado para mim é fantasia. Acho absurdo as pessoas, na ânsia de se parecerem diferentes, que acabam por usar coisas ridículas, só para… para que mesmo? Tem que gostar muito, ou é só para se afirmar? Só para parecer que faz parte de alguma coisa? E por tem uma idéia acabam exagerando na hora de mostrar para todo mundo. Lembre-se: tudo que é demais faz mal.. se não para você para os outros.

Também quero uma faixa!

January 22, 2008
moto

Companhia de Engenharia de Tráfego (CET) começa, nesta segunda-feira (21), a testar uma faixa exclusiva para motos na Avenida 23 de Maio, um dos principais corredores de trânsito de São Paulo. Das 10h às 16h, serão colocados cones nas pistas da esquerda nos dois sentidos, junto ao canteiro central, de modo a reservar o espaço para os motoqueiros. A mudança será informada com a instalação de placas na avenida.

Os testes acontecem até sexta-feira (25) e têm como objetivo, segundo a companhia, avaliar o comportamento dos motociclistas em uma via exclusiva com velocidade permitida de até 80 km/h. A preocupação é em relação à dificuldade de entrada e saída da faixa exclusiva, à reação dos motoristas e ao impacto na fluidez do trânsito. Com uma faixa a menos, os congestionamentos devem se agravar na região.

De acordo com a CET, circulam na Avenida 23 de Maio entre 10 e 12 mil veículos por hora e sentido nos horários de pico e cerca de 9 mil por hora entre às 10h e às 16h. Já

o número de motocicletas aumenta entre às 10h e às 16h - oscila de 1 mil a 1,3 mil motos por hora nos horários de pico para mais de 2 mil no horário comercial em função das entregas e fretes. Os números fizeram com que a CET passasse a cogitar criar faixas exclusivas no horário em que o número de carros diminui e o de motos aumenta.

Os cones serão colocados em um espaço de cerca de dois quilômetros, entre os viadutos Tutóia, no Paraíso, e Pedroso, na região central. A intenção de testar a faixa exclusiva na 23 de Maio foi anunciada junto com a proibição de motos na pista expressa das marginais, medida que deve entrar em vigor em 11 de fevereiro.

A cidade já tem um corredor exclusivo de motos na Avenida Sumaré, na Zona Oeste, lançada em setembro de 2006 com o título de “Faixa Cidadã”. A adaptação à mudança foi problemática. Na estréia, uma mulher foi atropelada por uma moto e na primeira semana de funcionamento quatro acidentes aconteceram. Grades e sinalização específica tiveram que ser instaladas.

A instalação de mais faixas exclusivas está entre as reivindicações dos motoqueiros que trabalham e circulam pela cidade e já organizaram dois protestos para reclamar das restrições impostas à categoria.

Eu vou para o trabalho exatamente as 10 da manha, nunca havia caido em um engarrafamento esse horario. Mas hoje no primeiro dia dessa coisa sim, é obvio. Do nada um faixa acaba para os carro, estrangula a pista, causa transito. Se eu sei disso, imagina a CET.

Fonte: G1

Será que vale a pena colocar uma faixa de 2 (dois - D-O-I-S) kilometros? das 10h ao 16h? Por que não estudaram um um lugar melhor, fazendo com que essa faixa seja maior e começasse logo cedo para que o transito já acordasse com uma faixa a menos?

Se vai cagar, que faça direito… Não preciso dizer que sou contra né? Só não entendo como pessoas q desrespeitam o codigo nacional de transito, destroem retrovisores, riscam carros, em vezes de receberem multas, são premiadas com uma faixa exclusiva? Só porque morrem? Que andem no meio da faixa com os carros.

Design police

January 16, 2008

Hilaria essa iniciativa. Uma cartela com varias notificações relacionadas ao design, para você imprimir em papel adesivo, apontar e corrigir sem dó, peças de design pobre e de baixa qualidade. Pelo que vi o autor da grande idéia é Stephen Woowat.

Artes com lego

Impressionante o que Nathan Sawaya consegue fazer com lego.

Haja Lego.

Continuando no assunto Lego:

Celebridades em lego.

Craques temporários

January 14, 2008
VIRA A CASACA. E DESVIRA. E VIRA DE NOVO…

Quando a Lei Pelé foi aprovada, no fim dos anos 90, os idiotas da objetividade bradaram que era o fim da escravidão do jogador de futebol. Como se os jogadores precisassem de uma Lei Áurea, tadinhos, afinal, são forçados a trabalhar quase de graça, se concentram em senzalas nas vésperas dos jogos, onde ficam pendurados em paus-de-arara e, na base das chicotadas, pobres jogadores, são obrigados a correr atrás de uma bola mesmo em um domingo de sol.

Desde então os clubes não tem mais “poder” sobre o jogador. Este, o “poder” passou a ser dos empresários e… dos próprios boleiros. Qualquer criança sabe que os empresários, seja em que ramo for, visam… dãããã… o lucro. O seu. Já os jogadores visam… o que mandarem visar porque poucos têm inteligência suficiente para conseguir formar um raciocínio próprio, além do de ganhar dinheiro pra comprar um carrão cafona, uma casa cafona na Barra, roupas cafonas e mulheres cafonérrimas.

Momentos como esse acima… esquece! O jogador agora é livre para trocar de time como quem troca de roupa, pouco importa a história, a paixão do torcedor, a busca pelos títulos. Se a Lei Pelé fosse, digamos, dos anos 70, talvez Zico não fosse a cara do Flamengo nem Roberto a do Vasco. Poderiam inclusive ter trocado de clube entre si. Como já começou a fazer a geração seguinte, com seus sucessores jogando mais de uma vez nos dois maiores rivais.

Tá, eu não sou um conhecedor profundo dessa lei, posso estar falando besteira, mas os fins explicam (não necessariamente justificam) os meios e hoje quase nenhum jogador tem relação absoluta com clube algum. Talvez só o Rogério Ceni com o São Paulo. Ou alguém acha que o Luizão vai ser identificado com Vasco, Flamengo ou Botafogo (no Rio), Palmeiras, São Paulo, Santos e Corinthians (em Sampa)? Ou seja, quase todos os rivais de Rio e São Paulo antes mesmo dos 30 anos. E sempre beijando a camisa, o escudo, dizendo ser “a cara do time”, que “sempre sonhou em vestir essa camisa”, afinal é “torcedor desde criancinha”.

As fotos acima às vezes não têm intervalo de dois anos! Resultado: Luizão ganhou títulos em quase todos, sempre fez muitos gols, mas não tem a cara de nenhum time. A última notícia que eu tive foi que ele estava no São Caetano… até sumir do mapa. Mas com alguns milhares de reais a mais na conta, assim como seu empresário. Eu devia mudar de time. Torcer, sei lá, pelo Juan Figger.

Tudo bem, a dor de corno de ver Leandro Amaral trocar São Januário pelas Laranjeiras foi o que me motivou a desabafar por aqui. Mas isso foi só a gota que faz o copo transbordar. Eurico Miranda está longe (tão longe quanto Piripiri de Tóquio) de ser um santo. Eu não compraria um carro usado dele. Mas Leandro Amaral mostrou que é da mesma laia. Para quem não sabe, o rapaz estava há 6 meses sem clube e há pelo menos 5 anos longe dos holofotes, desempregado após passagens frustradas por alguns grandes daqui e pequenos do exterior. Foi para o Vasco porque era um jogador do nível que o Vasco (um clube mal administrado, sem patrocínio, sem $) é capaz de contratar. Bom jogador que é, fez gols, foi o melhor do time nas duas (uma e meia?) temporadas, como se isso fosse um mérito. Beijou a camisa algumas vezes. E, no fim de outubro, deu a seguinte declaração:
- Não saio do Vasco para o Fluminense e nem para nenhum time do Brasil. Só para o exterior, se houver uma proposta irrecusável. Serei eternamente grato ao Vasco por tudo o que ele fez por mim, e quando beijo a camisa do time, beijo com amor.

O que vazou depois foi que desde maio ele já vinha conversando com o Fluminense, com os dirigentes tricolores (primores de ética) tendo sugerido até que ele arranjasse uma briga com Romário para forçar a saída. Depois se noticiou que ele tivera atitude igualmente traíra em Portugal quando deixou a imprensa o esperando para a coletiva de sua apresentação no Porto, saiu pela porta dos fundos do hotel, pegou um jatinho e se apresentou na Fiorentina, da Itália, em troca de alguns centavos a mais. E que está sendo processado por um clube francês também por essas questões. Não estou rogando praga, mas a gente já sabe qual é o futuro, né? Vai ficar por ali um, dois anos, vai pra Arábia, volta seis meses depois para o Coritiba, o Goiás, o Figueirense, até se juntar ao Luizão e outros tantos no time dos que sumiram do mapa.

O mesmo Fluminense pagou o preço quando viu promessas em quem se investiu desde criança se mudarem para seu rival maior logo que atingiram a maioridade, como Toró e Diego Souza (este, aliás, já indo para seu quarto clube).

No fundo, deep inside, quem sofre com isso é o torcedor, o que paga ingresso, o que sofre, chora, briga com a mulher, falta ao trabalho, tudo motivado pelo resultado do seu time. Para depois ter que ouvir de um Souza que nem lembra que jogou no Vasco logo ao chegar no Flamengo (dois anos depois de ter saído de São Januário). Pois eu vou lembrá-lo: lembra, Souza, quando você era apenas mais um pobre brasileiro, que enfrentava ônibus lotados, vivia com ajuda de custo para sustentar uma família enorme e que, se não fosse a sorte de alguém ter olhado para você numa peneira onde havia outros 100 garotos como você, alguns até mais talentosos, estaria hoje em algum sub-emprego ou, radicalmente dizendo, no crime (ou alguém acha que o Souza seria um bom advogado, por exemplo)? Lembra? Aí você foi para o Vasco, ainda antes da maioridade, fez meia dúzia de gols (tá, um do título), apareceu na TV, comprou roupas cafonas, comeu umas maria-chuteiras… começou a trocar de time e, subitamente, esqueceu do passado, cuspindo no prato em que comeu. Vai acabar no Madureira. Onde começou. Afinal, não vamos esquecer que estamos falando do Souza. Poderia ser Silva, Santos, tanto quanto é Souza.

O curioso, não sei se você notou, é que os jogadores citados aqui (com exceção dos quatro primeiros) são - no máximo - medianos. Assim como Dodô (que freqüentou três dos quatro grandes de São Paulo) e agora, mesmo antes do fim do campeonato, já se sabia que trocaria o Botafogo pelo Fluminense. Ou Roger, que criado pelo Fluminense, se disse rubro-negro desde o berço ao chegar na Gávea, de onde, diga-se de passagem, já saiu. E não entrou em lugar nenhum. Ou você compraria um carro caro sabendo que, em poucos meses, ele pode sair sozinho da sua garagem dizendo que resolveu conduzir o seu vizinho do prédio ao lado?

Claro, a gente se apaixona por uma mulher, depois pode perfeitamente desapaixonar e se apaixonar por outra. Todo mundo muda de idéia, é fundamental a máxima de Pascal que dizia não se envergonhar de mudar de idéia por não se envergonhar de pensar. O que incomoda é o descaso, a falta de respeito com quem paga ingresso e com as entidades (essas sim eternas). Beijar a camisa, por exemplo, deveria ser proibido pela FIFA. Nem que seja por uma questão de saúde porque a gente sabe: beijar muito pode dar sapinho.

Fonte: Bruno Mazzeo

Muito interessante o texto do Bruno Mazzeo. Concordo, apesar de não ligar muito para futebol.

Bem vindos a 2008!

Pois é.. faz tempo que já estamos em 2008, eu sei.

Mas como estou voltando não queria passar em branco.

Bom, de qualquer forma bom ano novo para todos.