Mais desrespeito
July 18, 2007Brasil perde o jogo e a torcida, a elegância
Insultos do público contra as americanas no pólo aquático deixam brasileiras constrangidas
Foi, no mínimo, deselegante. Na derrota da seleção brasileira feminina de pólo aquático para os Estados Unidos, nesta terça-feira, no Parque Aquático Julio Delamare, a torcida ofendeu por vários momentos a equipe americana. O placar de 10 a 3 confirmou a superioridade da equipe campeã mundial e favorita para conquistar a medalha de ouro.
Gritos ofensivos contra as americanas eram ouvidos a todo instante no Julio Delamare. Um torcedor vestia uma camisa com um “x” em cima da bandeira americana. A implicância acontecia até com o DJ. Quando ele resolveu variar e tocar uma música estrangeira, um grupo de torcedores se revoltou e começou a gritar. A organização, na mesma hora, trocou a música por um tradicional funk carioca.
O técnico da seleção e a jogadora Fernanda Lissoni, que foram atender aos jornalistas na entrevista coletiva, admitiram que a equipe brasileira ficou incomodada e constrangida com a situação.
Foi algo muito deselegante com os americanos. Não podemos misturar o lado político com o lado esportivo. A torcida precisa respeitar as atletas, que não tem nada com isso. É preciso separar as coisas - disse Roberto Chiappini.
Antes do início dos Jogos Pan-Americanos, o gerente de imprensa do Comitê Olímpico dos Estados Unidos, Kevin Neuendorf, escreveu em um quadro branco, com caneta vermelha, a frase “Welcome to the Congo” (Bem-vindo ao Congo). Segundo ele, se referindo ao calor que faz no Rio. Mas a frase foi interpretada como preconceituosa e ele acabou sendo punido e voltando para os Estados Unidos.
Apesar dos problemas, havia quem também se utilizasse do bom-humor para apoiar o Brasil, sem qualquer tipo de desrespeito. Três estudantes, por exemplos, escreveram em cartazes a frase “We love Congo” (Nós amamos Congo).
Com o resultado, as americanas seguem invictas na competição, seguidas pelas canadenses, fortes candidatas à prata. Desde o início dos Jogos Pan-Americanos, a delegação de pólo do Brasil não esconde que sua principal adversária é a equipe cubana. A seleção brasileira foi bronze nas duas edições do Pan em que a disputa feminina de pólo aquático aconteceu.
Mesmo com este resultado, estou satisfeito com a mudança de atitude que as meninas tiveram. Gostei da atuação do grupo – afirma o técnico da equipe brasileira, Roberto Chiapinni.
As brasileiras não abaixaram a cabeça e o jogo começou equilibrado. O primeiro tempo terminou com o Brasil na frente, tendo o placar de 2 a 1. Mas a liderança durou pouco. Já no início do segundo tempo, as americanas passaram a liderar e a vantagem foi aumentando com tranqüilidade.
Fonte: Globoesporte.com
Torcida decide a favor do Brasil
Público na Arena Multiuso vaia os ginastas americanos com toda a força
Mosiah Rodrigues e Danilo Nogueira jamais esquecerão da torcida carioca, que deu uma força gigantesca para que os dois conquistassem ouro e bronze na barra fixa. Os americanos Justin Spring e Todd Thornton, últimos a competirem no aparelho, eram considerados favoritos para as medalhas de ouro e prata, que deixariam Mosiah com o bronze e Danilo em quinto lugar. Mas a vaia aos ianques foi tão intensa durante suas apresentações que ambos perderam a concentração e cometeram erros primários, dando adeus à possibilidade de subirem ao pódio.
Competir aqui foi especial, não tem coisa igual. A força que a torcida deu foi fantástica – diz Danilo.
Eu falei com o Giraldo (ginasta colombiano): “Pô, ainda faltam os dois americanos”. Ele disse: “Relaxa, competição é competição. Eles podem errar” – conta Mosiah.
Dito e feito. A torcida ajudou, o colombiano bocudo acertou e o Brasil levou.
Fonte: Globoesporte.com
Gringos reclamam da torcida brasileira
Atiradoras canadenses e americanas não gostaram do barulho das aquibancadas
Apesar de pequena, a torcida que acompanhou as finais da prova de fossa olímpica no Centro Nacional de Tiro Esportivo para apoiar a brasileira Janice Teixeira incomodou bastante as atiradoras estrangeiras. Pouco mais de 30 pessoas, na sua maioria parentes de atletas e um e outro torcedor que comprou ingresso, vibravam bastante quando a brasuca acertava seus tiros e vaiava as rivais de Janice quando elas pontuavam.
Achei que a torcida brasileira não teve respeito, pois vaiava sempre que uma de nós ia atirar. Em alguns momentos isso atrapalhava bastante – afirmou a canadense Sue Nattrauss, ouro na prova.
No início da final fiquei bastante nervosa por causa das vaias – ressaltou a medalhista de prata, a americana Corey Cogdell.
No entanto, apesar do apoio das arquibancadas, Janice acabou na quinta posição no Pan 2007, colocação inferior ao bronze conquistado quatro anos atrás no Pan de Santo Domingo.
Fonte: Globoesporte.com
Diego pede e público aplaude americanos
Ginasta repete gesto de Daniele Hypolito, mas não evita vaias
Após a apresentação de Diego Hypolito no solo, o público na Arena Multiuso ensaiou vaias para os americanos Guillermo Alvarez e Just Spring, que competiram no aparelho em seguida. No entanto, assim como sua irmã Daniele havia feito no sábado, o ginasta fez questão de pedir aplausos para os atletas.
A torcida atendeu ao ginasta até a hora do início da apresentação dos estrangeiros, que não escaparam da torcida contra enquanto executavam suas séries. Para dificultar a vida do americano Just Springs, a vaia deu certo, já que, no final de sua apresentação, ele acabou se desconcentrando e cometeu um erro.
Fonte: Globoesporte.com
Atleta americano é assaltado no Rio
Remador e a família são rendidos durante passeio em Santa Teresa
Um assalto pode atrapalhar a imagem do Brasil nos jogos Pan-Americanos. Segundo O Globo Online, o remador Jamie Schroder, da equipe americana, foi vítima de um assalto nesta terça-feira, em Santa Teresa. O assalto teria acontecido quando ele e seus pais passeavam a pé pelo local.
Jamie Schroder resolveu conhecer o Corcovado logo após competir na manhã desta terça-feira na categoria single skiff masculino. De lá, a família teria seguido de táxi para Santa Teresa, onde almoçaram e desceram até o Centro para conhecer a Catedral.
A família teria sido rendida próximo à Ladeira de Santa Teresa por dois homens que estavam em uma moto. O susto maior foi quando um dos bandidos encostou a arma na testa de Jamie. Apesar de ter sido uma ação rápida, a família teve que entregar o dinheiro e os pertences. O caso foi registrado na Delegacia Especial de Atendimento a Turistas.
Fonte: Globoesporte.com
Ninguém percebeu que o publico presente não tem o mínimo de respeito? Ligo essa atitude a falta de segurança na cidade, que ao meu ver podem ser comparados pelo fato de ser realizado pela população brasileira. Conclusão? O brasil não merece um evento desses, o publico não merece…não está preparado. Isso é mais um motivo além de todos os outros. Por falar nisso eu mostro a vocês um ótimo exemplo de má qualidade das obras do pan:
O segundo adiamento de partidas do torneio de beisebol dos Jogos Pan-Americanos foi recebido com vaias e críticas pelo público que compareceu em excelente número à Cidade do Rock. Os confrontos entre Brasil e Estados Unidos, no Campo 1, e Nicarágua e República Dominicana, no Campo 2, foram cancelados por causa da péssima condição dos gramados, castigados pela chuva que caiu nesta segunda-feira no Rio de Janeiro. Também foi cancelado o desempate entre Venezuela e México, pelo Grupo 1.
Os jogos estavam marcados para as 10 horas. Mas os primeiros torcedores que chegaram ao complexo deram com a cara na porta. Foram informados pelos seguranças que a partida havia sido adiada para as 13 horas. Não era possível entrar na Cidade do Rock. Usar o banheiro ou fazer um lanche eram tarefas quase que impossíveis. Os portões foram abertos ao meio-dia, quando finalmente a galera pode entrar.
Daí para frente, foi uma sucessão de decepções. Sem qualquer tipo de informação, a torcida foi tomando conta da arquibancada. Às 13 horas, em vez de o jogo começar, um novo adiamento foi anunciado, desta vez para as 14h. O público, sem alternativa, continuou na Cidade do Rock. A maioria foi comer alguma coisa na única lanchonete do local.
Por volta das 14h25m, quando a arquibancada estava praticamente tomada pela torcida brasileira, o locutor oficial comunicou o cancelamento. A galera, revoltada, começou a protestar.
- É lamentável que isso tenha acontecido com a gente. Estou vindo aos jogos e todo dia vejo que há um problema. Se a coisa continuar desse jeito, será difícil terminar o torneio. E se chover, como vai ficar? - afirma Juliano Takahara, de 21 anos, estudante.
“Como brasileiro, tenho vergonha de que isso esteja sendo divulgado para o mundo todo.”
João Paulo Figueiredo, torcedor.
João Paulo Figueiredo, de 26 anos, também concorda. Decepcionado com a primeira visita à Cidade do Rock, ele garante que a organização do Pan está longe de se importar com os torcedores.
- O que a gente está vendo aqui é terrível. Se o campo tivesse sido construído adequadamente, não teríamos esse tipo de problema. Como brasileiro, tenho vergonha de que isso esteja sendo divulgado para o mundo todo - diz.
Fonte: Globoesporte.com
Voltando…
Eu sinto vergonha por eles, é obvio que todos os artistas irão marcar esse desrespeito, ninguém gosta de ser vaiado, ainda mais por ser melhor. As pessoas estão confundindo as coisas, não há motivo para vaias no esporte. Lamentável… será que ninguém que presencia essas vaias é capaz de tomar uma atitude?

O pessoal está muito decepcionado com a torcida brasileira aqui no Canadá. Não estão nem passando o Pan na TV, mas os jornais e TV noticiaram as vaias e o desrespeito do público brasileiro com destaque, inclusive aparecendo chamada na capa do maior jornal (em circulação) do país. Chato.
Comment by Carlos — July 20, 2007 @ 12:35 am